Meu primeiro livro virtual

terça-feira, 8 de julho de 2008

UMA VEZ MAIS


TE AMO, ISSO É CERTO.

DE HÁ MUITO EU VIVO ASSIM.

A CADA INSTANTE, TE QUERENDO MAIS.

PUDESSE, VIVERIA SEMPRE EM TI.

AMO O TEU JEITO DE SER.

ME CATIVA O TEU SORRISO.

MAS O TEU CORPO...

FONTE DE TODOS OS PRAZERES.

CORPO NU...CONTEMPLO-O.

QUANTAS VEZES O PERCORRI.

ORA COM OS OLHOS

ORA, COM AS MÃOS...COM OS LÁBIOS.

SEMPRE COM MUITO AMOR.

SEIOS PEQUENOS DE GRANDE MAJESTADE

COXAS QUE FAZEM O SANGUE FERVER.

ENTRE ELAS, UM SONHO: ME PERDER.

BANHAR-ME NA ÁGUA QUENTE.

DOS TEUS LÁBIOS OUVIR OS AIS

E, ENTRE-DENTES E MURMÚRIOS

TE OUVIR DIZER, QUERO MAIS

VER NOS TEUS OLHOS, DESVAIRADA

UM GRANDE AMOR, QUASE INFINITO

OUVIR MEU NOME, NUM GRITO

E, CONTIGO, FAZER AMOR

UMA VEZ MAIS...


AQUI...


há uma força estranha dentro de cada um.

mais, quando uma luz se apaga.

parece, que se carrega o pêso do mundo.

e , pesou muito, quando , pela manhã

te vi partindo.

você apenas mudou de fuso horário.

no entanto, parece que fostes para outra galáxia.

ali na esquina e teria sido far way...

para onde você foi, eu não sei.

mas mantenho o que sempre disse:

tens um sonho? vá buscá-lo.

persiga-o com todas as tuas forças.

faça o que digo e não o que faço.

fosse sensato, iria em busca do meu.

sem você me falta tudo...

és a metade que me completa.

eu, só metade, nada sou...

mas ainda assim, sou grato.

contido fui feliz.

se mais não pode ser...

Deus ou você; um, não quis.

seja feita a vossa vontade.

só nao digo amém.

¨saudade é solidão, melancolia.

é recordar , sofrer¨

Assim dizia nosso Mário Palmério

talvez a meio caminho

entre chapadão dos bugres

e a terra dos confins....enfim.

assim que é...assim me encontro.

que fazer?

melhor ter uma ausência que machuque

que não ter nada, nem uma saudade...

há os que falam em dor crucial

a minha não carrega todo este drama.

apenas sinto tua ausência.

mas consigo viver bem meus dias.

tão bem que te digo, tranquilamente

continue, vá em frente, tente...

saiba no entanto

na desventura, estarei aqui

sempre estarei...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

MELHOR PARAR

Como, você não tem culpa?
Você não pode fazer nada?
Ta bem, aceito. Que foi que eu fiz quando você apareceu
Quando tentei, tava feito...você já era.
Eras o presente que Deus me deu
Eras a minha musa inspiradora, minha rainha
E eu ...eu já era.
E ainda dizem que o amor é lindo.
Lindo uma desg...opa, minha mãe não gosta deste nome.
Pelo menos, fico contente ao saber que és feliz.
Apareceu alguém que te ama mais do que te amei.
Então, vou fazer igual ao Luiz Miguel
Dare la media vuelta e me ire com el sol...
E você, fica aí com este corn...olha a classe...
Sabe amor, nada acontece sem que Deus queira
E se ELE olhou mesmo pra mim, ta precisando de óculos.
E ainda depois, vem o poeta Zé Martinez dizendo
Que pra ele restou, ao menos, um poema... desgraçado.
Pra mim só sobrou um grande pepino
Um monte de penas...poema...ta
Sobrou um monte de merde,assim em francês, que é chic.
Mas, adianta chorar?
Não tenho mais o coração que dei
Coragem pra recomeçar, não sei...
Só sei que se continuo, posso ser acusado de plágio.
Então, fo... que coisa, que malcriação...
Eu mentiroso, falso, isso que ainda sou?
Tem coragem de ainda me fazer cobranças?
Me deixa aqui fu...
Melhor parar...

PENSOU?


A campina verde se estende pelo vale.
Ao longe, no pé da serra, ua mata ciliar
Ali, corre um riacho de águas muito claras
Servindo de artéria, levando a fertilidade.
Lá, mais embaixo, quase junto ao varjão
Uma roça:milho, arroz e algumas outras culturas...
E finalmente um bom pasto de pangola
Onde as reses estão a pastar
É isso irmão, uma riqueza sem tamanho...
Como sem tamanho é o amor que trago no peito
Neste rol dos meus pertences, um se sobressai
O amor que tenho por tudo o que há aqui.
Nem tanto por tanta riqueza me pertencer
Mas pelo fato delas existirem, para gloria do Senhor.
E por quê não, pra maior soberba deste trovador.
Amigo, soberba é pecado?...então...
Só falta que eu morra de tanto orgulho...
Outro pecado?...então...
Más...é caro...tem o mas, tem o porém e o contudo
Sem o amor maior, do que vale isto tudo...
Sinto que ele existe, que anda por ai
Se voçê mulher, tem alma de cabocla
Venha correndo completar a beleza que existe aqui
Já pensou: eu mais voçê, este lugar e Deus
Sim, pois por certo, Ele vai nos abençoar

TEU NOME


Igual a você, difícil.
Poderias representar a todas.
Mulheres como...não, não há.
Tens vida e ela pulsa em ti.
E não te omites em vive-la.
Os anos passam, não os vê.
Deixam marcas...não em você.
Algo que te torne mais sedutora?
Busca-o e sabes como usar...
Estas sempre disponível para a vida.
Teu sorriso, tua marca.
Ora espontâneo, ora intrigante...
Desejada, não te faltam galantes.
É, mas com este jeito de ser...
Mas...como as uvas da fábula, sempre verde...
Feliz daquele que te colher madura.
Idealizar uma mulher,quantas vezes...
Se penso em um rosto, o teu.
Olhos,braços, pernas, teus também.
Coroando este conjunto
Um sorriso que ninguém possui.
E eis, então, que me surge uma deusa.
Faltava-me um nome, não falta mais.
E o nome
Só um, o teu...Cleusa

Em paz... comigo

Ondas agitadas pelo vento forte.
Não existe limpidez, o rio ainda...
Poluição, a mesma de minh alma.
Meu espírito anseia...o que ele quer, não sei.
Percebo, como disse Mia Couto:
¨prisões não são paredes¨.
Medo , amargura...são minhas paredes.
Recluso na imensidão do que vejo
E o que vejo?...o nada, nada mesmo.
Assombra-me esta rotina que não muda.
Olho para o passado, tento entender o porquê.
Procuro um antídoto para um veneno
Cuja letalidade é matar devagarzinho,ser inclemente.
COmo as armadilhas surgem todos os dias
Estou sempre aqui, me sinto mais seguro.
Nasci e me criei nas margens deste rio
Como o salmão retorno sempre...
Tal como o peixe, procuro a morte e a vida.
Estou só, contemplativo: comigo o sofrimento
Que, diga-se, contrasta com a beleza da natureza.
Há muita vida ao redor e eu aqui, assim...
De repente, me dou conta, há vida...
Então, que direito tenho eu de...não pode ser.
Fui ferido sim, mas alguma ainda tenho.
E há remédios e se não há, como diz o ditado
Remediado está...
Assim como o salmão, na dualidade da vida e da morte
Encontro no rio e em suas ondas que vêm e vão
Uma lufada de esperança...sou outro.
O mundo já não está tão sombrio...
Nem as águas do rio.
O meu peito ainda anseia.
Anseia viver em paz...comigo.

EME DE

EME DE...
M....uma letra
Um fonema...me
Assim, oclusiva bilabial...
Mais ainda
M de mãe...de Maria
Mãe das mães.
M de mulher...mulher Maria
Mulher mãe
Outra letra? A letra A
De afeição, de afeto...de amor.
Amor...mulher, sinônima então.
Bens que Deus nos deu...
Sim, mais que bem
Mulher é Deo gratias, mulher é amém.
Somos tão imperfeitos
E a temos como dádiva...por quê?
Somos mesmo?
Não somos Dele imagem e semelhança?
Haveria melhor para nos legar?
Ele,sendo Deus, se fez homem
...tomou uma como mãe...
nos deu o que deu para si mesmo.
Mãe,mulher...conceito.
O que menos importa.
A essência, sim...divina...
Mãe Helô, mãe Idalina, mãe Mercília
São tantos nomes...uma só essência
Sem elas, o que seríamos
Saberíamos...nada...
Precavido...Deus nos deu...mulher