Meu primeiro livro virtual

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A AMIZADE


ESCRIVIVÊNCIA
Tema : A amizade
Amigo, colega, conhecido...
Conheci todos os tipos.
Os colegas e conhecidos...o nome, pelo menos da grande maioria, se foi com os passos do tempo. Também colegas de trabalho, das peladas nos campinhos de futebol, das caminhadas noturnas, do tiro de guerra.
Dos amigos, não me esqueço. Um deles, o senhor João Gomes Guimarães, deu-me as primeiras noções de responsabilidade quando fui para o mercado de trabalho, na ainda construção da Creche santa Clara de Assis.
Como sou ex-seminarista, este foi um tempo marcante na minha vida. Levado pelas mãos do monsenhor Vitor Ribeiro Mazzei, de quem era coroinha acompanhante pelos batizados e casamentos realizados nas fazendas e vilas da região. Uma vez, ante o tempo danado de ruim, o piloto perguntou se ele era amigo do Homem, porque a coisa ficou feia. Ele sorriu e disse para não termos medo. Eu não tive.
No seminário vejo nitidamente a figura do Joaquim Cardoso, hoje meu cunhado, do padre Cláudio da Silva, que faleceu como pároco de Braúna recentemente, do Arnaldo Amantea, cujo pai explorava o bar do Araçatuba ba clube em seus áureos dias, do Bento Batistela, aposentado como juíz de direito, do monsenhor Pazzeto, um reitor que dava amor e pancada na medida exata.
Mas antecedendo ainda a todos eles, ali no pedaço entre a General Glicério e a Bandeirantes...ali está ainda todo o pedaço de mundo que eu amei um dia e que evito passar para que meu coração não doa.
Numa esquina, a família Furukawa – Tuneo, Lídia, Maria, Suzui.Na outra, César e sua irmã Yara Pedro, hoje Acadêmica. Em frente à minha casa, senhor Zair e dona Maria, esta uma das mulheres mais elegantes que eu conheci.Pais do meu amiguinho Paulo e da Neusa. Quase cinqüenta anos depois a vejo caminhando no calçadão da Marechal e saiu uma poesia: acho que te amo...ainda. Mas é um amor daquele passado, dos amigos, de uma época áurea da minha vida. Chego a pensar, das nossas vidas pois éramos realmente felizes.
No campo profissional, o Vanni, meu gerente em um laboratório farmacêutico, que demitiu-me por força de uma circunstância, mas me disse: se a coisa melhorar, te busco de volta. Disse e fez.Mais tarde assumi o posto que um dia foi seu..
Aí, veio a aposentadoria.
Fiquei à deriva, a beira de uma de uma depressão mesmo.
Li no jornal da cidade que um grupo ligado à Academia Araçatubense de Letras procurava pessoas que quisessem integrá-lo para estudos literários. Entrei e fiquei; não demorou, amei.
Comecei a equilibrar de novo as minhas emoções vislumbrando que poderia ser feliz ali.
Em seguida, conheci um grupo de seresteiros através do Aurélio Rosalino, o grupo Amigos da Seresta e mesmo com os emails cruzando os céus do meu Brasil com as broncas do Beltrão, coordenador musical, pelas atravessadas musicais, vi que a minha felicidade se solidificava..
Vislumbrei que as gotas iniciais de felicidade se transformaram num aguaceiro danado e vou aproveitá-la enquanto a minha última onda não chegue à praia ou a algum rochedo.

6 comentários:

Rita Lavoyer disse...

Me dê o endereço da Neusa, vou ter um particular com ela e resolver essa distância de 50 anos.
Amigos são para isso, resolver pitis dos outros amigos.
Agora eu sei que o nome dela é Neusa, encontrou-se com ela no Calçadão da Marechal, estava com os cabelos loiros, você tremeu e ainda continua tremendo porque quer muito dizer o que não disse nesses 50 anos de distância.
Cara , o tempo não te espera, não!

Quem espera o tempo passar come poeira misturada com poesia.

Mas...

Cecilia Ferreira disse...

Tá "alumiando" aonde passa... Lá virá Rita dizer: A Lú, miando? Onde?
Abraço ridente! r**

Antenor Rosalino disse...

Sensacional, amigo Brito! Esta belissima crônica transmite com perfeição, toda a exuberância literária, a simplicidade e os nobres sentimentos que te caracterizam. Receba os meus efusivos aplausos e tenha um Feliz Natal!

PIMENTA E POESIA (Maria Tereza) disse...

Meu querido, suas crônicas me encantam. E vc bem sabe por que: elas revelam o melhor de vc!

O Poeta das Multidões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Poeta das Multidões disse...

A Neusa é que está certa,deu um perdido que só por Deus. Ia morre de raiva. Nós do grupo esperimental é que estamos perdidos. Teremos que aguentar está mala. Ex coroinha, Ex guey, ex drag e ex viado. pode? Amém! Heitor gomes.