Meu primeiro livro virtual

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ASSIM, IGUAL O MEU


ASSIM, IGUAL AO MEU


Hamilton de Brito


Amo...
não sou amado.
Pássaro sem asa.
Antílope
de uma perna só.
Mesmo assim, de mim,
não tens dó.
Da plenitude do teu amor
tantas vezes cantado em
prosa, e mais ainda,
em lindos versos
fez-se, realmente,
o controverso.
No âmago de um amor
traiçoeiro, mataste-o por inteiro.
Na condição, então, de
pássaro sem asa,
impossibilitado
de, para outra, voar
vou seguindo ao rés do chão.
Qual criatura servil no pelourinho ,
deixo escapar meus meus tristes ais .
E, vítima , do seu desumano tratamento ,
vivo de momento em momento ,
e um amor,para mim, juro
eu não quero nunca mais .
Não notei a sua aparência ,
sofro bem quieto a consequência.
Eu sempre soube que
no amor ,não há limitação.
Esqueci-me, os há de perdição.

...Assim, como o meu



Hamilton Brito, membro do grupo experimental

da Academia Araçatubense de Letras.


Membro do grupo experimetal da academia
Araçatubense de letras.








2 comentários:

Rita Lavoyer disse...

Quando pensamos que vamos explodir, vem a inspiração e nos alivia o peito. Sai cada coisa bonita, como essa que você escreveu. Parabéns!

Maria Rosa Dias disse...

Oii Miltinho! Tudo bem?
Belo poema! Adorei!
Comenta lá no meu blog novo: www.mitologia-literatura-e-poesia.blogspot.com

Beijos e tudo de bom, querido!!