Meu primeiro livro virtual

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DESTINO

 

“ Aos pés da santa Cruz, você se ajoelhou e em nome de Jesus, um grande amor você jurou...”

A história se repete e vai se repetir para sempre, porque como já disse o poeta “ o ideal que sempre nos acalentou, renascerá em outros corações “

Pedros se apaixonarão por Marias, Marias se apaixonarão por Pedros...até que surja uma Joana para Pedro ou um Ricardo para Maria.

E então...

Raramente, acho, uma união se dá por um interesse menor, como por exemplo, a pura intenção de aumentar um patrimônio ou ainda com o objetivo de obter um visto de permanência.

Duas pessoas se encontram na vida e vão se descobrindo aos poucos até perceberem que não é só por belo par de olhos verdes ou azuis ou de pernas, ou ainda por causa de um colo espetacular ou um físico maronbado tipo Banderas.

Isso tudo ainda não é tudo. Existe como elemento aglutinador um quê que a gente não sabe o que é mas que é fundamental para que Pedro se apaixone por Maria e vice versa.

Assim envolvidos em enlevo, juram fidelidade eterna. Vinicius, o poetinha, completou sem medo de errar: eterna enquanto dure.

Mas aglutinar, segundo o mestre Aurélio, também pode significar justapor, por ao lado...e é ai que tudo acontece.

Se acontece de bom ou de ruim, mera questão de ponto de vista.

Pedro casou-se com Maria e tudo corria bem até que surgiu Joana.

Na justaposição , quem sobrou foi Maria...

Culpar a quem?

Deus?

Pedro?

Joana?

Maria?

Mas não tenham pena de Maria. Ela tomou o destino dos braços de Ricardo. No caso, o destino não acabou em desatino.

 

Trabalho para as aulaCópia de mão na cabeça de estruração  de textos ministrado pela professora Marilurdes Campezzi

3 comentários:

PIMENTA E POESIA (Maria Tereza) disse...

Parabéns, Poeta! Sua literatura me encanta, a forma como estruturou seu texto e gerou a intertextualidade a partir da citação da canção-ícone da música popular brasileira. Brilhe sempre. Abração.

Cidadão Araçatuba disse...

E todos ficaram bem! Como somos de fácil adaptação não é caro amigo? Tudo é eterno, até o dia em que acaba, e tudo começa de novo, faz lembrar uns versos de um grupo que ouvi muito quando mais novo, se me permite:
Tudo ou Nada - Camisa de Vênus"

"Velhas sensações nos perseguem todo dia
Nesta terra de sonhos, esperanças sem juízo
Mas os sonhos sempre viram pesadelo
Afinal o mal também mora neste paraíso
Máscaras de sorrisos sempre escondem
O nada estampado em nosso rosto
Tudo vai levado pela ventania
Ave nada, cheio de nada, nada é convosco
Desde o despertar até o adormecer
Sempre seguir a mesma estrada
Tudo desejar e nada entender
Tudo desejar e nada entender
O passado atormenta, o nada sempre está presente
Lutar pra que ele não nos alcance
E que o túnel escuro do nosso futuro
Nos reserve ao menos uma chance
O que parecia tudo, agora é nada
Sem nada nós queremos tudo
Contudo, parece que já não sabemos
De que vale tudo ou nada"

Abração!

Pablo S Rosa disse...

O que seria de nós se não pudéssemos rir de nós mesmos?
De acordo com Darwin o ser se adapta ao meio em que vive, e nós não somos diferentes!
Parabéns Hamilton, mais um grande trabalho