Meu primeiro livro virtual

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

FELIZ NATAL


Feliz natal


José e Cláudio, todos os anos, logo no primeiro dia das férias, colocavam as respectivas famílias nos carros e iam para alguma praia. Gostavam muito de ir para Florianópolis. Alugavam sempre a mesma casa na Lagoa da Conceição, quase ali onde a beira-mar se divide, uma indo para as Canasvieiras e a outra para a Joaquina. Como se diz: na boca do gol.
Um belo ano as férias vieram com certo atraso e tiveram que viajar no dia 24 de dezembro, véspera do natal. Saíram já pelo meio do dia e “ se mandaram” mas como iam com crianças e adolescentes, as paradas eram obrigatórias, o que atrasava a viagem. Era férias, não havia pressa e a alegria reinava.
Por volta das onze horas começaram a procurar um lugar decente para descansar e fazer a ceia natalina. Rodaram mais um pouco e minutos antes da meia noite viram um restaurante, típico de beira de estrada e : é aqui mesmo né Zé.
-Vamos nessa!
Desceram, examinaram o local...meio esquisito
_ Você queria o quê, o meu! Um Fasano aqui neste fim de mundo?
Não era bem o local, sua parte física...era mais os freqüentadores. Havia algo que, se não estava errado, também não estava muito explicado.
_Quer saber, é época de confraternização, de aceitação do próximo, de desarmar os espíritos.
Pediram lá o que comer e enquanto esperavam, ficaram se distraindo com as cervejas, que estavam bem geladas.
Tanto a filha de um quanto a do outro, já meninotas, foram ao banheiro e demoraram mais que o normal; quando já iam ver o que estava acontecendo, as duas apareceram maquiadas; uma maquiagem forte, típica das mulheres da vida airosa:
-Po meu, que diabo é isso?
Quem fez isso em vocês?
-Ah! Duas moças que disseram que somos bonitas e fizeram esta maquiagem na gente.
Para não ferir suscetibilidades, deixaram como estava. Assim que fossem embora, parariam para remover aquela desgraceira. O problema foi convencer a mãe de uma das meninas a esperar: elas estão com cara de biscate...
Enquanto discutiam o fato, o filho de um deles, ai por volta dos cinco anos, sem que os pais vissem subiu por uma escada e sumiu lá pra cima.
- Quem vai buscar?
-Eu não vou,vai você.
Vai você, não vou e de repente o menino desce:
-Pai, tem um homem e uma mulher pelados lá em cima, ele está em cima dela , apertando ela na cama e acho que está batendo na coitada...
O menino não tinha terminado a palavra coitada e as mulheres saíram arrastando tudo, jogando pratos e copos no chão na correria para o carro...morrendo de vergonha.
_ Ah! Meu Deus. Praga de menino, ele não está matando ninguém .
-Uai pai, o que eles estão fazendo, então?
-Eles estão....estão... Já com a sua mãe lá no carro, coisa ruim!
Com eles , estava um sobrinho do José chamado Marcelo, grande músico...desmaiou de tanto rir.
Bem, alguém tinha que pagar as despesas. Houve uma certa demora, ainda havia pratos solicitados que não tinham sido servidos. Procurava-se a possibilidade de embalá-los para viagem, não havia esse tipo de atendimento.
-E ai, vão morar no rende-vouz agora , seus safados. Gostaram de alguma puta?
Os dois chefes de família, homens honrados, saíram sob os xingamentos das “meninas “ e as gargalhadas dos homens presentes.Puta que o pariu, vésp...que véspera que nada, no dia de natal. E o Jesus menino vendo esta desgraceira toda.
Culpado? Só se foi Deus. Quem poderia imaginar que a gente estava parando, para passar a virada de natal, em um puteiro...




Hamilton Brito, membro do grupo experimental da academia araçatubense de letras.

3 comentários:

Rita Lavoyer disse...

Em homenagem ao meu amigo, agora, revelado Bocagge, uma piada dele:

Bocagge estava viajando com o seu lindo cavalo branco quando a noite chegou, e ele, exausto, procurou um Hotel para pernoitar..... Achando o Hotal, ele simplesmente amarrou seu cavalo na trazeira de um caminhão que estava estacionado na frente do Hotel ...
Entrou e pediu um quarto, ao que o porteiro disse que o hotel estava cheio e não tinha como alojá-lo. Porém, ao voltar à rua, o caminhão onde ele havia amarrado o seu "corcel", havia ido embora e levado o seu cavalo....
Ele voltou ao hotel, e contando a história ao porteiro, este falou a ele que só havia um quarto que estava reservado para um casal em lua de mel... que ele poderia ir para lá, mas se o casal chegasse ele teria que sumir.....
O Bocagge se alojou no tal quarto, e já havia pegado o sono quando o casal de noivos fez barulho na porta e ele so teve tempo de se esconder debaixo da cama...
O casal entrou, se alojou e quando estavam consumando o casamento, naquela relação o noivo perguntou a noiva: - E aí meu amor, o que você sentiu??????
- AH,meu amor! Eu vi o mundo todo!

E o Bocagge, lá debaixo da cama:
- Você, por acaso, não viu o meu cavalo branco amarrado na trazeira do caminhão?????


Então,é mais ou menos assim. Vai soltando as palavras, depois a língua, até que fique no ponto de um fescenino.

Fala sério! A piada do cavalo é bem fraquinha, não?!

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Não achei, pelo menos foi oportuna. Vc já disse que lembro o L.F.Veríssimo, depois um Marquês de Sade Araçatubense e agora um Bocage...eita, se acredito não converso mais nem com o Consa nem com o Tito.

Marisa Mattos disse...

kkkkk..como não sou tão sábia a ponto de filosofar fico na simplicidade mesmo...rs...Cômico se não fosse trágico ou trágico se não fosse cômico???????